segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Derrocada heroica


Caro leitor,
Para aqueles que em alguma rodadas atrás disse que havíamos chegado ao fundo do poço, meus pêsames. O fundo do poço é redescoberto jogo após jogo. Nem mesmo a ruindade deste atual elenco do Palmeiras é capaz de explicar outra goleada vexatória, nossa pior derrota na história do Campeonato Brasileiro. Apelidem o massacre como bem entenderem, eu escolhi “Derrocada Heroica” em alusão à comemoração da ARRANCADA HEROICA, de 1942. Sem dúvida alguma, esse é o pior Palmeiras que eu já vi na minha vida.

Pouco há para falar do jogo. Dorival bem que tentou montar um time interessante e vinhamos bem, até que os gols foram saindo com EXTREMA FACILIDADE. Parecia aquele jogo com os amigos no fim de semana, depois de uma bela cervejada. Pixotadas absolutamente incríveis, que fizeram com que até Ademir da Guia, no alto de sua idade e calmaria, perdesse a paciência.

Se olharmos a tabela e analisarmos time a time, ponto a ponto, não dá pra desesperar. Nosso time não é, nem de longe, o pior do campeonato, mas faz de tudo para ser. Desse jeito, a queda – MAIS UMA – parece iminente.

Os jogadores, entretanto, são os menos culpados. Não pediram para estar aí. Eles não têm culpa de serem limitados e não terem condições técnicas e MENTAIS de vestirem a camisa do Palmeiras. Além de jogadores, faltam HOMENS para usarem esse manto.

O que mais me irrita, por fim, é a inércia da dupla Brunoro e Nobre. Repito: Sob o ponto de vista administrativo, vão bem, mas o futebol exige muito mais do que isso. Futebol não é igual Banco Imobiliário, ou o Jogo da Vida. No mundo do futebol, ou você engole, ou é engolido. Parece que Paulo Nobre é um masoquista. “Esse é o time”, diz ele. Pois bem… esse é o time, esse é o presidente.

Espero mudanças drásticas e movimentos satisfatórios do nosso corpo diretivo para que mais um rebaixamento não aconteça. As desculpas e problemas parecem os mesmos de 2012 e 2002. Tomara que o final seja diferente.

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Existe 3x0 injusto? Sim!

Caro leitor,

Apesar da óbvia dificuldade que teríamos em enfrentar o Fluminense no Maracanã com 12 desfalques e com aquela sensação de jogo perdido, o que vimos no sábado não refletiu-se no placar final. Meus caros amigos palestrinos, levamos um 3x0 injusto. Dolorido. Mas promissor.

O Fluminense fo ao ataque por três vezes e marcou três gols: um em uma falha de Victorino e de Fábio, outro em um pênalti MUITO questionável e, por fim, outro franguinho de Fábio, que fechou o caixão. Infelizmente esse resultado apagou e aniquilou a imagem que deixamos em campo. O time se portou bem e jogou muito bem, apesar da limitação técnica, da falta de entrosamento e dos inúmeros desfalques. Volto a dizer: são 12 jogadores. OITO titulares.

Mesmo com a derrota dá pra dizer que vimos evolução. O toque de bola já é outro mesmo com poucos treinos sob o comando de Dorival Júnior. O Palmeiras gosta da bola, trabalha com paciência e finaliza as jogadas. Perdemos MUITOS gols, é verdade, mas em três jogos já criamos muito mais do que em todos os jogos de Gareca juntos. Os mais céticos não gostam de jogar a “culpa” na fase, mas, em outro momento, esse jogo NUNCA terminaria 3x0.

Contra o Flamengo, no Pacaembu, teremos a volta de Lúcio, Allione e Valdivia, que já melhoram considerávelmente a qualidade da equipe. É hora de lotar o estádio e incentivar! O Flamengo é o primeiro de uma série de adversários que temos totais condições de vencer.

Hora da arrancada!

Avanti, Palestra!

quarta-feira, 3 de setembro de 2014

O que muda com Dorival?

Dorival Junior - Palmeiras (Foto: Edu Garcia/AE)

(Foto: Edu Garcia/AE)

Caro leitor,

O sonho de Dorival Júnior finalmente se tornou realidade. Nosso ex-volante será o técnico que tentará nos livrar de mais um rebaixamento. Tarefa um tanto vergonhosa e que certamente jamais passou pela cabeça de Júnior. O sobrinho de Dudu vai ter que trabalhar muito para alcançar essa meta inicial. Seu contrato vai até Junho de 2015.

Dorival Júnior é um cara linha dura, que tem como prioridade fazer com que suas equipes atuem de maneira ofensiva, com velocidade. O problema encontrado com Gareca e que certamente deve estar na cabeça de Júnior é que não temos jogadores para um estilo de jogo mais ousado e independente. Experiente e conhecedor do clube, a tendência é que Júnior feche o time e passe a jogar para conquistar pontos. Se assim o fizer, será uma decisão mais do que acertada.

O que ele precisa ver, também, é a suposta divisão do grupo de jogadores entre argentinos e brasileiros. Por ser uma cara nova dentro da Academia de Futebol, creio que uma conversa com Lúcio, Valdívia e Vatentim será primordial para que ele tenha um panorama do elenco e possa mover e utilizar as peças que mais têm condições de ajudar o Palmeiras.

Mudanças eram necessárias e infelizmente culminaram com a saída de Gareca. Agora Dorival Júnior terá uma chance de ouro para dar a volta por cima na carreira e ajudar o clube do coração a sair de uma situação delicadíssima.

A matemática é simples: Precisamos de 30 pontos.

Boa sorte, Júnior! Seja bem-vindo de volta!

segunda-feira, 1 de setembro de 2014

O problema é a técnica, não o técnico


Após outra derrota vexaminosa no Campeonato Brasileiro, a diretoria do Palmeiras resolveu botar as mangas de fora e iniciar as "mudanças" no futebol pelo técnico. Perto das 15h30, Paulo Nobre comunicou a Ricardo Gareca sua demissão e pediu para levar consigo o preparador físico, Néstor Bonillo, e o auxiliar técnico, Sergio Santín.

Não quero me alongar no post, até porque considero desnecessária justificar, numericamente, a demissão do bom treinador argentino. Faço questão, apenas, de trazer a tona um trecho do post sobre a saída de Gilson Kleina, em que trato o assunto "demissão do técnico" da seguinte maneira: "Vou na contramão dos muitos torcedores que o consideram o principal culpado pela nossa fase. Kleina tem, sim, sua parcela de culpa, mas suas decisões se restringem às quatro linhas do campo. O planejamento da temporada, as diretrizes da equipe e a manutenção ou indicação de jogadores passa pelo crivo de Paulo Nobre, que tem contratado apenas a "raspa do tacho" do futebol brasileiro. E tudo isso influencia no futebol que é jogado".

Faço desse trecho as minhas atuais palavras. É só substituir o nome "Kleina" por "Gareca". E não vou cansar de repetir: o problema do Palmeiras vai além das quatro linhas. Esqueçam o que é proferido pela boca do presidente Paulo Nobre. Fala besteira atrás de besteira e acredita, realmente, que montou uma equipe qualificada e competitiva. O termo planejamento passou longe do Palestra Itália nos últimos 20 meses. Foram mais de 30 jogadores contratados, a maioria em plano emergencial, considerados, sempre, como opção C ou D de uma infinidade de listas de reforços.

O resultado não poderia ser outro, palestrinos. Até o final do ano brigaremos para fugir do terceiro rebaixamento. Faltam bons jogadores para esse time. A situação é crítica, calamitosa. O argentino foi apenas outro refém dessa gestão amadora, porca e juvenil.

Ah, já ia me esquecendo. Ricardo Gareca não sairá de mãos vazias; vai embolsar quase R$ 800 mil de multa da rescisão contratual, referente à metade do que receberia pelo Palmeiras até o final do contrato, em junho de 2015.

Esse é o jeito Paulo Nobre de economizar dinheiro...

quarta-feira, 27 de agosto de 2014

100 Ronaldinho


Por questão de horas, o Palmeiras esteve muito perto de contar com Ronaldinho Gaúcho pelo restante do ano. Vou além: por algumas horas, Ronaldinho Gaúcho foi nosso jogador. Receberia a camisa 100, em alusão ao centenário, e seria apresentado aos torcedores na partida de hoje, contra o seu ex-time, o Atlético-MG. Todas as imposições do estafe do jogador foram aceitas por Paulo Nobre, mas, pela terceira vez, fomos esnobados e feitos de idiotas pelo irmão-empresário-salafrário, Assis. 

Após dez dias de longas conversas, Palmeiras e Assis chegaram a um acordo e definiram salário base de R$ 300 mil, bônus por metas alcançadas e 20% da renda líquida de qualquer partida realizada pelo Palmeiras até o final do ano, independentemente da presença do atleta. A ESPN Brasil estima que o valor a ser gasto com o jogador até dezembro seria de R$ 2,6 milhões (para pagar R$ 5 mil ao Alan Kardec o presidente não tem...).

Os advogados do Alviverde foram convocados em caráter de urgência para redigir o contrato, com o intuito de que Nobre pudesse anunciar a contratação do jogador com exclusividade na festa do centenário. Foram cinco horas de trabalho árduo dos profissionais, até que, às 16h, Assis deu "piti", cancelou o negócio e colocou a desistência na conta do "estresse". Chegaram até a pagar uma taxa de transferência de R$ 600 junto à Federação Mineira de Futebol. É mole?

Paulo Nobre, que não comenta qualquer tipo de negociação sequer no confessionário de sua paróquia, tomou postura diferente nesse caso. Ao repórter Vinicius Nicoletti, dissecou as tratativas nos mínimos detalhes, o que me convenceu a acreditar na sua versão. Já o vice-presidente Maurício Galliote, quem conduziu a negociação, resumiu o desfecho negativo com um "não entendi" e "o Assis se estressou".

Inegavelmente, a culpa é de Assis, que pela terceira vez assinou o atestado de mau-caratismo. Paulo Nobre, desta vez, não teve culpa. Foi ousado, contrariando o próprio discurso do que acredita ser o ideal para a saúde financeira do clube.

Enquanto isso, nós, pobres torcedores, aguardamos qualquer notícia animadora.