terça-feira, 25 de novembro de 2014

EDITORIAL: Valdívia e seu discurso "chute no vácuo"


Poucos jogadores nasceram com a capacidade de causar sentimentos tão antagônicos como Valdívia. Detentor de um talento ímpar, viu sua carreira estagnar pela falta de comprometimento e maturidade, e desde que voltou, em 2010, vive uma relação de amor e ódio com a torcida do Palmeiras - em certos momentos, as duas coisas juntas. Apesar de tanto descrédito, uma coisa é certa: sempre que o chileno abre a boca, deixa a sinceridade falar mais alto. A personalidade nunca lhe faltou. E os jornalistas sabem disso.

Por isso, na tarde de hoje, em entrevista coletiva realizada na Academia de Futebol, Valdívia foi cutucado e deu outro show de opiniões contundentes, principalmente quando questionado sobre a vida política do clube. Nas entrelinhas, colocou Nobre e Pescarmona no mesmo saco, deixou claro não ter mais expectativa alguma sobre as promessas feitas por ambos e escancarou a incompetência da atual diretoria com a montagem desse elenco.

Somente uma frase da entrevista renderia páginas e páginas de observações. Ela diz muito mais do que apenas aquilo que lemos num primeiro passar de olhos. É o que apelidei de "discurso chute no vácuo". Valdívia tem esse dom. De maneira sutil, indireta, provoca e causa a ira do seu alvo. E é apenas nessa frase que quero me ater e debater com vocês. Ela, sozinha, vale a entrevista toda. Confiram na íntegra:

"Pelo o que Paulo (Nobre) e (Wlademir) Pescarmona estão falando, querem formar um time forte. Mas todo ano é a mesma coisa. O papo é o mesmo: equipe forte, que dispute títulos, com jogadores... Não é questão de trazer Messi e Cristiano Ronaldo, mas tem que ter elenco para um jogador só não levar a responsabilidade. Concordo com tudo o que estão falando de time grande, de fazer contratações do tipo que estão falando; mas, às vezes, isso não garante título. O Cruzeiro contratou muito pouco e foi campeão de novo. O Atlético-MG perdeu grandes jogadores, mas tem elenco de qualidade".

Vamos por partes. Primeiro, Valdívia enfia dois dedos na ferida quando fala sobre as promessas dos candidatos. Ele tem razão. Todo ano é a mesma coisa. É projeção ante projeção seja por quem quer que esteja no comando do clube. E acreditem, amigos, as coisas dão errado não por falta de vontade, mas, sim, de competência!

Por isso, esqueçam! O Palmeiras, de novo, não vai montar um time forte para 2015. É uma utopia acreditar que disputaremos qualquer título no próximo ano. Teríamos que reformular 90% da nossa equipe para deixá-la, no mínimo, competitiva. E quem joga por terra todas as esperanças é o próprio Paulo Nobre, quando diz ter uma espinha dorsal montada. Cadê, presidente? Juro que não consigo enxergar a tal espinha nesse amontoado de mais de 40 jogadores. Paulo Nobre não vai contratar uma dezena de bons jogadores. Portanto, 2015 poderá até ser melhor do que 2014, mas bem longe do que acreditamos ser o ideal para o Palmeiras: a briga por títulos.

No segundo trecho, Valdívia aborda a questão da responsabilidade técnica concentrada em apenas um jogador. Ele também está coberto de razão. Ainda mais quando o tal "craque" não entra em campo em 50% das partidas da sua equipe. Nesta parte, o camisa 10 refere-se a si mesmo. Passa o recado de maneira sutil, mas direta. Está cansado da incumbência de ser o "salvador da pátria", de ver elenco atrás de elenco sendo montado em torno dele. 

Não é assim que se monta time, presidente. Não é assim que se ganha campeonato, capiscePor isso amargamos péssimas campanhas nos últimos anos. Pela bilionésima vez: NÃO PODEMOS CONTAR COM VALDÍVIA! É o próprio chileno quem dá o recado! Ele resolve 90% das partidas quando joga, mas nunca joga! Então, Paulo Nobre, de novo: vira a página e vai atrás de outro jogador, caspita! Esquece o Valdívia!

No terceiro trecho, o Mago cita o Cruzeiro como exemplo de planejamento, pois buscou bons jogadores a custos baixos. Traduzindo a frase, ele quis dizer: "Paulo Nobre, seu incompetente". E ele também tem razão quando diz isso, porque o Palmeiras encerrou 2013 com uma boa base, mas que foi desmontada em pouco menos de seis meses pelo piloto de rali.

Duas dessas negociações foram primordiais para a realidade que vivemos hoje. A primeira, a venda de Henrique três meses antes de ele ser convocado para a Copa do Mundo, por conta de um cobrança de valores atrasados. Puro ego ferido. Já a segunda, mais inacreditável ainda, expôs o clube a um vexame nacional no que ficou conhecido como a "Operação Passa-Moleque", quando perdeu Alan Kardec por míseros R$ 5 mil (sim, foi esse mesmo o valor!) para os tricoloressexuais. Essas duas mexidas foram o suficiente para desmoronar tática e tecnicamente a equipe, que dependia demais de ambos para funcionar. Foi um tiro de bazuca no próprio pé!

Por último, amigos, o trecho final, em que Valdívia dá a receita de sucesso do Atlético-MG: "elenco de qualidade". Traduzindo, elenco de qualidade briga por títulos e Libertadores, elenco sem qualidade não briga por nada e corre risco de rebaixamento. Traduzindo mais ao pé da letra: o Atlético-MG tem elenco de qualidade, o Palmeiras tem elenco sem qualidade.

Se Valdívia é excepcional dentro das quatro linhas, é melhor ainda nas entrelinhas.

segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Flamengo, jogai por nós!


Palestrinos,

é difícil mensurar a vergonha por outro iminente rebaixamento. Contra o Coritiba, pela enésima vez ficou escancarada a falta de noção técnica de nossos jogadores. As derrotas, o psicológico abalado, a impotência de Dorival Júnior são apenas consequências de um time que, pra mim, é o pior representante da centenária história do Palmeiras.

Não há muito o que dissecar. É a mesma ladainha de sempre. Exceção feita aos talentosos Fernando Prass e Valdívia, aos garotos João Pedro, Nathan e Victor Luis, e a Henrique, que é ruim de dar dó, mas vem cumprindo seu papel, o restante do elenco deveria ser dizimado das alamedas de Palestra Itália, hoje batizada de Allianz Parque.

Agora, amigos, não dependemos mais de nós. Por quê? Saibam: enfrentaremos o Internacional, que luta pela Libertadores, no Beira Rio - com 99,9% de absoluta certeza de derrota - e Atlético-PR, que não disputa mais nada, em nossos domínios. Desta forma, é lógico acreditar que somaremos até 3 pontos. O Vitória, nosso único concorrente contra o rebaixamento, enfrenta duas equipes com a cabeça já em 2015: Flamengo, lá na Arena da Amazônia, e Santos, em casa. O time baiano pode chegar a 6 pontos somados.

Análise feita, creio que a próxima rodada, a penúltima desse melancólico campeonato, passa ser a decisiva e definitiva. Se o Vitória vencer o Flamengo, estamos praticamente rebaixados. Não ganharemos do Internacional e custo a acreditar que o Santos intercederá em nosso favor na última rodada. Mas se o time baiano empatar ou perder, basta que o Palmeiras cumpra o mínimo de sua obrigação para não reviver o recorrente pesadelo do rebaixamento. Um mísero placar de 1x0 contra o Atlético-PR basta.

Pois é, palestrinos, na próxima semana seremos a Sociedade Esportiva Flamengo. É vergonhoso ou não é?

quarta-feira, 19 de novembro de 2014

EDITORIAL: A casa que precisamos

Caro leitor,

Em meio a uma situação delicadíssima na tabela do Campeonato Brasileiro, o Palmeiras finalmente jogará novamente em sua casa. Após três longos e árduos anos, o Verde volta ao Palestra Itália, desta vez chamado de Allianz Parque, para ir em busca de três pontos que podem selar de vez a permanência do clube na primeira divisão.

Missão ingrata no ano do centenário, mas que, em caso de sucesso, pode nos garantir algo muito bom em 2015. Trataremos disso mais pra frente. Hoje, porém, é dia de curtir a volta pra casa, mas também de apoiar o time incondicionalmente em busca da vitória.

Falar da Allianz Parque e dos seus benefícios e vantagens é chover no molhado. O palco está montado e hoje promete ser um caldeirão verde, com todas as entradas disponíveis vendidas de maneira antecipada, cerca de 39 mil pessoas, já que a PM só liberou essa carga.

Dentro de campo o time vem de duas derrotas seguidas, o que nos trouxe um velho fantasma de volta: a Série B. Mas, ainda não é hora pra desespero. Um simples triunfo na noite de hoje pode trazer de volta a segurança até o fim do certame nacional.

Esperamos, porém, que o fato de estrearmos a casa nova e tudo o mais não atrapalhe esse limitado grupo de jogadores. Um dos nossos pontos mais fracos é a condição psicológica da equipe. Torço, de verdade, para que o nosso gol saia até os 15 minutos do primeiro tempo. Seria de fundamental importância.

A proximidade com a torcida pode ser um aliado e tanto, mas também preocupa. O time, mais do que nunca, precisa trazer o torcedor para o seu lado.

Hoje é, sim, o início de uma nova era. Com a Allianz Parque poderemos, muito em breve, trazer de volta as nossas glórias e gigantismo, recentemente abalado por péssimas adminstrações e times de futebol.

O Allianz Parque é o que precisamos hoje. Além de ser a volta para a nossa casa, é a entrada para um novo modelo de se ganhar recursos com o futebol.

Tomara que o Palmeiras saiba como aproveitar tamanho poderio. Basta ser Palmeiras.

Avanti, Palestra!

sexta-feira, 14 de novembro de 2014

Allianz Parque lança último episódio da série Intervalo

 

O 12º e último episódio da série Intervalo, documentário que acompanhou a transformação do Palestra Itália em Allianz Parque, retrata o sentimento de “missão cumprida” de quem viu ressurgir o alviverde imponente do antigo estádio. Com imagens exclusivas da primeira vez que a bola rolou na arena, “De volta pra casa” mostra a homenagem prestada ao eterno ídolo do Palmeiras, Ademir da Guia.

Com pouco mais de 9 minutos, “De volta pra casa” mostra a pintura do gramado, a colocação das traves e redes, a organização da equipe de produção e traz depoimentos de pessoas que contribuíram para o espetáculo acontecer. Lances da estreia do futebol no Allianz Parque incluem o primeiro gol da história da arena, marcado pelo Divino, e a da emoção dos milhares de palmeirenses nas arquibancadas. Os times da partida foram compostos por ídolos que marcaram a história do Palmeiras, entre eles Evair, Edu Bala, Cleber, César Sampaio, Jorginho Putinatti, Galeano, Toninho Cecílio, Tonhão, Pires, Ney, Cafu, Amaral, Edmilson, Zé Mário, Denilson, Sérgio, Adãozinho, Pio, Odair, Celso Gomes, Toninho, Velloso, Demétrius Ferreira e Gilmar.

Todos os episódios da série Intervalo estão disponíveis na página da Oka Comunicações, produtora responsável pelo documentário, no Youtube.

terça-feira, 28 de outubro de 2014

Allianz Parque passa em mais um teste

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Caro leitor,

Foi de arrepiar. Acompanhamos in loco mais um dos eventos-teste da Allianz Parque, o nosso estádio. O jogo entre duas equipes do Palmeiras marcou a despedida de Ademir da Guia, que foi um pedido especial feito pelo Divino e atendido pelo clube e pela WTorre, a construtora dessa obra magnífica e imponente. Sem dúvidas, o melhor estádio do Brasil.

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A capacidade deste evento foi aumentada com relação ao do dia 27 de Setembro, onde 3 mil pessoas acompanharam a transmissão de um filme. No último sábado, cerca de 10 mil palmeirenses puderam sentir como será a Allianz Parque em dia de jogos. Testes de segurança e lomoção foram mais uma vez feitos e avaliados, com a mais absoluta tranquilidade.

O entorno do estádio ainda está em obras, mas, segundo a WTorre, para a partida do Palmeiras contra o Atlético-MG, no dia 8 de Novembro, as coisas estarão bem mais em ordem. Vale lembrar que, neste jogo, caso seja confirmado no Allianz Parque, a capacidade será aumentada para 30 mil espectadores.

O primeiro evento já confirmado com capacidade total será o show do cantor britânico Paul McCartney, com duas apresentações no fim de novembro. O jogo do Palmeiras contra o Sport, alguns dias antes, pode, também, acontecer na Arena.

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Assim como das outras vezes, o atendimento à imprensa foi primoroso. Fruto do bom trabalho da MVL Comunicação.

Nos resta esperar de teremos mesmo o jogo contra o Galo na nossa nova casa. A ansiedade é grande. Certo mesmo, é que nós, do Avanti Palestra, traremos todos os detalhes pra vocês.

 

Avanti, Palestra!