quarta-feira, 27 de agosto de 2014

100 Ronaldinho


Por questão de horas, o Palmeiras esteve muito perto de contar com Ronaldinho Gaúcho pelo restante do ano. Vou além: por algumas horas, Ronaldinho Gaúcho foi nosso jogador. Receberia a camisa 100, em alusão ao centenário, e seria apresentado aos torcedores na partida de hoje, contra o seu ex-time, o Atlético-MG. Todas as imposições do estafe do jogador foram aceitas por Paulo Nobre, mas, pela terceira vez, fomos esnobados e feitos de idiotas pelo irmão-empresário-salafrário, Assis. 

Após dez dias de longas conversas, Palmeiras e Assis chegaram a um acordo e definiram salário base de R$ 300 mil, bônus por metas alcançadas e 20% da renda líquida de qualquer partida realizada pelo Palmeiras até o final do ano, independentemente da presença do atleta. A ESPN Brasil estima que o valor a ser gasto com o jogador até dezembro seria de R$ 2,6 milhões (para pagar R$ 5 mil ao Alan Kardec o presidente não tem...).

Os advogados do Alviverde foram convocados em caráter de urgência para redigir o contrato, com o intuito de que Nobre pudesse anunciar a contratação do jogador com exclusividade na festa do centenário. Foram cinco horas de trabalho árduo dos profissionais, até que, às 16h, Assis deu "piti", cancelou o negócio e colocou a desistência na conta do "estresse". Chegaram até a pagar uma taxa de transferência de R$ 600 junto à Federação Mineira de Futebol. É mole?

Paulo Nobre, que não comenta qualquer tipo de negociação sequer no confessionário de sua paróquia, tomou postura diferente nesse caso. Ao repórter Vinicius Nicoletti, dissecou as tratativas nos mínimos detalhes, o que me convenceu a acreditar na sua versão. Já o vice-presidente Maurício Galliote, quem conduziu a negociação, resumiu o desfecho negativo com um "não entendi" e "o Assis se estressou".

Inegavelmente, a culpa é de Assis, que pela terceira vez assinou o atestado de mau-caratismo. Paulo Nobre, desta vez, não teve culpa. Foi ousado, contrariando o próprio discurso do que acredita ser o ideal para a saúde financeira do clube.

Enquanto isso, nós, pobres torcedores, aguardamos qualquer notícia animadora.

terça-feira, 26 de agosto de 2014

Cent’anni di Palmeiras!

Caro leitor,

Chegou o dia. Hoje, 26 de Agosto de 2014, a Sociedade Esportiva Palmeiras completa 100 anos de fundação. Na qualidade de editor e co-fundador do Blog Avanti Palestra, me sinto na obrigação de escrever algumas palavras sobre uma das minhas maiores (se não a maior) paixão da minha vida.

É simplesmente doentio e inexplicável torcer para o Palmeiras, seja qual for a época. Os mais céticos dizem que futebol não vale nada, que se “soubessemos como as coisas funcionam” deixaríamos de torcer. Tolos. Ninguém nesse mundo vive sem futebol. Até quem não gosta não vive sem. Eu não vivo sem futebol. Eu não vivo sem Palmeiras.

Aprendi a amá-lo sozinho, sem a ajuda de ninguém. Mesmo com meu pai e meu avô já sendo “doentes”, foi necessário apenas olhar para essa camisa verde, este manto sagrado, para que o sentimento nascesse. Meu primeiro amor.

Não sei dizer qual a ordem dos fatos. Se antes de ser palmeirense, sou amante do futebol. Se antes de ser amante do futebol, sou jornalista. Se sou jornalista, é porque sou palmeirense. A única certeza que tenho é de que a minha vida não seria a mesma sem o Palmeiras, e creio que a de mais de 15 milhões de pessoas nesse Brasil e nesse mundo.

Já pararam pra pensar no tamanho do nosso clube? Em todos os títulos e conquistas que tivemos ao longo da história? Enfrentamos guerras, governos, inimigos e “amigos” durante esses 100 anos. E estamos aí, vivos, mesmo que tenham tentado nos derrubar por inúmeras vezes. Nem mesmo o Rei do Futebol foi capaz de nos segurar. Nem mesmo privilégios e alcunhas dados aos nossos co-irmãos nos diminuíram. Pelo contrário. Só nos instigaram e fizeram com que lutássemos para crescer e vencer. E VENCEMOS!

Da tentativa de roubo do nosso Palestra Itália por parte do SPFC, até aos inúmeros dérbis com arbitragem duvidosa, passamos por cima de tudo com integridade e honra. Não há, amigos, clube com história tão limpa e recheada de conquistas como a nossa. Não há. Desafio alguém a provar o contrário.

Por mais que o presente possa parecer obscuro e sem esperança, sempre podemos acreditar que as coisas vão melhorar. Estamos prestes a voltar para a nossa casa, construída contra todos os tipos de impeditivos e sem um centavo de dinheiro público. Sem regalias. Sem maracutaia. Negócio pioneiro no futebol brasileiro e que pode nos garantir no topo pelos próximos 100 anos. Pioneiro como sempre fomos. Como no primeiro modelo de co-gestão do futebol brasileiro, que também foi coroado com muitos títulos e glórias, sempre atopelando nossos rivais como se fossem nada, principalmente aquele que se diz “grande”, o campeão dos campeões.

O Palmeiras é tão grande que sucumbe diante de sua grandeza. Sua grandeza é ao mesmo tempo a sua fraqueza, e alimenta parasitas que insistem em sufocar um gigante. Um gigante verde, que leva de vencida as adversidades.

Como todo aniversário, o dia de hoje deve vir carregado de desejos. Sendo assim, desejo ao Palmeiras, este clube fantástico, tudo de bom e do melhor. Que você volte a ter um presente tão rico quanto o seu passado e um futuro mais digno que o seu presente. Não se entregue nunca. Ostente sua fibra, seu jeito, seu DNA. Respeite quem te ama e quem também te odeia. Faça com que o seu maior patrimônio, o torcedor, volte a ter orgulho de vestir verde.

E claro…

Obrigado, Palmeiras! Palmeiras de São Marcos, Dudu, Ademir, Palestra. Pai, Vô, irmão, amigos.

Te amo, Palmeiras!

Parabéns!

quinta-feira, 21 de agosto de 2014

De novo, Fábio?



Parece não haver solução. Parece que chegamos ao fundo do poço. Parece ser sintomático. O rebaixamento para a Série B, amigos palestrinos, se tornou ainda mais realidade após novo tropeço no Campeonato Brasileiro. Dessa vez o vilão foi o Sport, que contou com o auxílio do nosso combalido arqueiro Fábio, para jogar ainda mais lama naquele chiqueiro de time que honra o nome e veste o manto do Palmeiras.

Tudo parecia ir bem no jogo. O Alviverde tinha domínio numérico, com maior posse de bola, e não permitia ao time pernambucano chegar próximo à meta de Fábio. Criamos algumas chances, sem muito perigo, admito, mas aos 13 minutos, Henrique aproveitou bom cruzamento de Mouche para testar na trave e aproveitar o rebote para enfiar a bola nas redes. Muita festa no estádio, nas alamedas de Parque Antártica e nas cantinas Brasil afora!

A bola voltou a rolar e o jogo continuava morno, mas vencíamos; o que, dada à altura do campeonato e situação na qual nos encontramos, valia como goleada. Mas aí apareceu Fábio. Em mais um momento de infelicidade total, socou uma falta cobrada por Patric para dentro do gol. Sim, amigos, gol contra do nosso goleiro, que parece ainda não ter voltado das férias da parada da Copa do Mundo.

Para piorar, poucos minutos após o baque, iniciou-se um bate-bate na área palmeirense, com bola chutada por todos os lados até sobrar nos pés do mesmo Patric. O lateral emendou um torpedo de fora da área e enfiou a bola quase no ângulo direito de Fábio - que não esboçou reflexo ou reação alguma.

Era o fim. O placar de 2x1 acabou com qualquer chance de reação palestrina. Nem se a partida durasse mais dois dias conseguiríamos chegar ao empate. Os jogadores simplesmente sucumbiram diante de um massacre nordestino durante toda a segunda etapa. Foi feio. Foi de dar raiva.

É sempre bom frisar que 99,9% da responsabilidade e culpa por convivermos com mais esse vexame histórico é do pseudo-presidente Paulo Nobre. E o pior: ele acredita piamente que esse time pode render muito mais e chegar a um nível de igualdade perante qualquer time da competição. Na boa, ou ele não entende absolutamente nada de futebol ou é incompetente. Na minha opinião, as duas hipóteses.

Sobre o goleiro Fábio, ainda o considero promissor e acredito na sua capacidade para assumir a meta palmeirense. Ele é bom e isso não se discute. O que me preocupa é a postura após as seguidas falhas. É importante que tenha em mente dois sentimentos que caracterizaram os maiores goleiros de nossa história: humildade, para reconhecer quando erra, pois sem auto-crítica não há evolução; e personalidade, para levantar a cabeça nos momentos difíceis.

Não tem pra onde correr, não há mais muito o que fazer. Jogadores de qualidade dificilmente chegarão e Gareca terá que se virar com o que possui em mãos. É encontrar uma forma de tornar esse time minimamente competitivo para não cair na desgraça de mais um iminente rebaixamento.

Em resumo, amigos, é apostar na sorte. E nada mais...

segunda-feira, 18 de agosto de 2014

Sintomas vemos, costumes sabemos

São Paulo vence o Palmeiras no Choque-Rei (Foto: Miguel Schincariol/LANCE!Press)
Foto: Miguel Schincariol/LANCE!Press
Caro leitor palestrino,

Quem acompanha meus textos aqui no Avanti Palestra sabe que tenho uma linha de análise com relação ao Palmeiras que beira a imparcialidade. Digo que beira, porque não há neste mundo jornalista 100% isento de tendência, ainda mais quando o assunto é futebol, algo que mexe com o mais íntimo de nossa alma, da nossa carne.

Fui ao Pacaembu na tarde de ontem e confesso que estava esperançoso. Confesso, também, que até os 19 minutos do primeiro tempo, estava empolgado com o futebol apresentado pelo Palmeiras diante do seu “inimigo”, o São Paulo. O comando do jogo era total, principalmente pela presença de Valdivia, um dos jogadores mais controversos da nossa rica história centenária. Após a – mais uma – saída do chileno, o jogo foi outro e a história que estava sendo escrita em verde e branco começou a ganhar tons tricolores.

Após um jogo morno, onde o adversário sequer incomodava, sequer apresentava um futebol digno do seu elenco, o Palmeiras teve nos pés de Henrique e Leandro as chances para matar a partida e dar início ao fim deste calvário que é o Campeonato Brasileiro de 2014. Não só perdemos a chance de gol, como no lance seguinte, Alan Kardec, que outrora postulava como ídolo do Verde, decretou mais uma derrota e a nossa ida para a zona de rebaixamento. Perdemos, também, o jogo. Que dirá a esperança. Foi cruel.

O Palmeiras apresentou uma evolução clara desde a chegada de Ricardo Gareca, mas filosofia de jogo nenhuma suporta uma série de resultados negativos. O argentino não conseguiu vencer nenhum jogo no Brasileirão, e agora amarga a ponta do z-4. O time que lhe está sendo dado começa a ganhar padrão tático e jogadores, mas a montagem da equipe em meio a este campeonato pra lá de equilibrado não nos permite sonhar com um certame tranquilo. Pelo contrário. Nosso futebol NEM DE LONGE é o pior do campeonato, nem o nosso elenco, mas estamos em queda “libre”, com o perdão da troca de idioma.

Esses sintomas são bem familiares. Se continuarmos assim, cairemos, novamente, para a Série B. Assim como conhecemos os sintomas, sabemos como evitá-los. Ainda há muito tempo, muitos jogos a serem disputados, mas precisamos de uma mudança de postura urgente. Não digo que Gareca deve ser demitido, seria um erro, mas uma vitória quarta, contra o Sport, seria de fundamental importância para seguirmos com este trabalho, que tem tudo para dar frutos.

sexta-feira, 15 de agosto de 2014

Choque-Rei: cenário para recuperar



Caro leitor,

Quem se lembra dessa foto acima? Pois bem. Foi no último clássico entre Palmeiras e São Paulo, pelo Campeonato Paulista, onde vencemos com extrema facilidade por 2x0, gols de Valdívia e Alan Kardec. O jogo de domingo, pelo Brasileirão, traz esses dois jogadores para o protagonismo do clássico, porém, em situações inusitadas e de extrema necessidade.

Após o fracasso da negóciação com o Al Fujirah, El Mago está de volta ao Palmeiras para dar um pouco mais de qualidade ao time, carente de uma peça criativa no meio-campo. Já Kardec, outrora candidato a ídolo pelo Palmeiras, engrossa a lista de “estrelas” do SPFC, após uma negociação pra lá de conturbada conosco.

Tanto Palmeiras quanto o SPFC chegam em um momento conturbado na temporada. O Verde precisa desesperadamente de uma vitória para se distanciar da zona do rebaixamento, já o time do Jd. Leonor protagonizou um vexame histório ao ser eliminado da Copa do Brasil pelo Bragantino, em pleno Morumbi.

Mas esses, amigos palestrinos, não são os únicos ingredientes deste clássico que, na minha opinião, é o de rivalidade mais agressiva do estado. Este jogo em específico está recheado de personagens e novidades. É a volta de Valdívia, a possível estreia de Cristaldo, o primeiro clássico de Kaká em sua volta ao São Paulo e, claro, a primeira vez em que Kardec enfrenta o Palmeiras após sua passagem por aqui.

O cenário para uma recuperação de ambos é muito bom.

Palpite do editor – Felipe Ribeiro
Acho que o Palmeiras, até pela necessidade e pelo fator campo, vem com mais gana e vontade do que o adversário. Embora o SPFC possua mais jogadores talentosos em seu elenco, o Verde tem nesse jogo a chance de iniciar uma recuperação na temporada, muito em função da volta de Valdívia, que dá mais qualidade ao time e traz um pouco mais a torcida pro lado do clube.

Está com cara de vitória do Palmeiras, mas o SPFC tem totais condições de se redimir do vexame de quarta-feira, até pela qualidade dos seus jogadores. Um time com Kaká, Ganso, Kardec e Pato precisa e deve ser respeitado, mas combatido com o peso da nossa camisa.

O cenário é favorável, mas todo cuidado é pouco.