segunda-feira, 8 de junho de 2015

Qual é o padrão?


Caro leitor,
Passadas seis rodadas e também seis meses de trabalho em 2015, a desconfiança em cima do elenco do Palmeiras e da comissão técnica atinge o seu auge. Todos sabemos que o Campeonato Brasileiro é equilibrado e complicado, mas, com os investimentos e momento vividos pelo clube, esperava-se mais. Sou defensor da continuidade do trabalho de Oswaldo e outros treinadores que foram demitidos precocemente. No entanto, começo a torcer o nariz em alguns momentos. Este time oscila demais, e nisso Oswaldo é o principal responsável.
Considero inadmissível perder para o Figueirense, que é muito bem treinado por nosso ex-zagueiro, Argel. O Palmeiras apresentou as mesmas falhas e virtudes de outras partidas, mas o desempenho técnico de alguns atletas assustou, e creio que no jogo de ontem foi primordial para a derrota. Aí vocês perguntam: onde está a culpa de Oswaldo nisso? Explico. Nosso treinador mexeu mal e tardiamente na equipe, sem falar na montagem dela. A teimosia de OO com alguns jogadores começa a me irritar.
Não saber como armar a equipe de acordo com o adversário é um ponto fraco de Oswaldo. Ontem, claramente, faltava um meio campo mais criativo, que pudesse se desvencilhar da marcação forte do Figueirense. Mesmo com mais posse de bola, faltou aproximação das linhas, o que pra mim é a nossa principal deficiência junto à falta de criatividade. Insistir com Rafael Marques, que NÃO centraliza como o esquema manda, é burrice. Mandar Cleiton Xavier em campo com mais da metade do Segundo tempo e com o time sem criação, é revoltante.
Não há padrão tático e de desempenho no Palmeiras. Atuar bem somente com as equipes que propõem o jogo não vai nos ajudar a alcançar o G4. Ainda acho que demitir Oswaldo seria errado, mas já começo a questionar algumas de suas atitudes. Isso, porém, não isenta alguns jogadores, os quais já coloco sob observação, casos de Fernando Prass, que falhou mais uma vez, e Arouca, que teve o seu pior jogo com a camisa do Palmeiras.
De bom, destaco Gabriel, que fez um belo gol e se mostra cada vez mais regular.
Que essa semana de treinos possa dar a esse time os ajustes necessários. Ainda há tempo.

sexta-feira, 5 de junho de 2015

Estamos com fome

Caro leitor,

Sinto-me confortável para comentar os jogos do Palmeiras neste atual Campeonato Brasileiro. Ao contrário da maioria da coletividade verde que nos lê e que acompanho nas redes sociais, não considero o técnico Oswaldo de Oliveira o principal culpado por esta oscilação estranha que assombra no nosso elenco. Passados cinco pelejas, somamos apenas seis pontos, com apenas uma vitória, fora de casa, diante do nosso combalido e falido rival. O desempenho em casa é pífio, como diria o outro.

No entanto, fica claro diante do resultado frente ao excelente Internacional, o qual considero favorito ao título, que falta fome aos atacantes do Palmeiras. Prova disso, é que os dois centro-avantes do elenco, Cristaldo e Leandro Pereira, ficaram no banco para que Rafael Marques, o RAFA, de Oswaldo, pudesse atuar como peça mais avançada do seu 4-2-3-1. Não é preciso ser nenhum gênio da bola para saber que esse esquema de jogo só funciona com um bom atacante de referência.

Ontem, porém, oportunidades não faltaram ao Palmeiras. O volume de jogo contra o mistão do Inter foi de encher os olhos. Dudu e Kelvin, mesmo errando muito, dão outra dinâmica à equipe, que teve Zé Roberto e Arouca como principais articuladores. Outro ponto interessante foi a dupla de zaga, muito segura, com Jackson e Vitor Hugo, que fez o seu quinto gol na temporada. O tento marcado por Rafael Moura, bem sem querer, é verdade, serve para mostrar que se não liquidarmos os adversários, vamos sofrer. Esta é a lei do futebol. Este é o futebol brasileiro. Equilibrado até o limite do aceitável.

A torcida, mais uma vez, fez a sua parte. Os mais de 36 mil palestrinos foram ao Allianz Parque famintos, e assim saíram de lá. Talvez seja isso o que falte aos nossos atacantes. Com a chegada de Alecsandro, espero eu, tomara que venham seus gols e seu apetite.

quarta-feira, 13 de maio de 2015

Do vexame à redenção em 45 minutos


Tenho que confessar, palestrinos: temi pelo pior na noite de ontem. Os primeiros 45 minutos foram de dar medo! É inadmissível que uma equipe da grandeza do Palmeiras, que tem elenco para brigar na parte de cima do Brasileirão, encontre tamanha dificuldade para enfrentar o inexpressível Sampaio Corrêa, mero coadjuvante da Série B. Sejamos sinceros, a goleada de 5x1 não reflete o que vimos.

Oswaldo de Oliveira vive sua pior semana desde que chegou. Após a série de lambanças no confronto contra o Atlético-MG, novamente postou mal a equipe alviverde. A entrada de um volante marcador, no caso Amaral, permitiu que o time maranhense bloqueasse nossa saída e concentrasse o jogo nas duas primeiras faixas do campo. Novamente, pediu que os dois laterais atacassem ao mesmo tempo, deixando uma avenida à disposição do infernal Pimentinha, pela nossa esquerda, e de Raí, no lado oposto.

Inclusive, foi nas costas do nosso lateral-esquerdo que outro gol foi construído. Pimentinha botou Vitor Hugo e Egídio para correr, depois sambar, até encontrar a cabeça de Diones, que se antecipou tranquilamente a Wellington para abrir o marcador. Outra falha contabilizada no currículo do zagueiro, que só tem panca de bom jogador, mas é horrendo!

Até então, a equipe vinha razoavelmente bem. Depois do gol sofrido, desmoronou tática, técnica e psicologicamente. O Palmeiras virou um catado em campo. Só que, pra nossa sorte, o fim do primeiro tempo logo chegou e sob uma chuva de vaias vindas das arquibancadas. Nada mais justo.

Com uma simples mudança - a entrada de um articulador, Robinho - a equipe era outra já no primeiro minuto do segundo tempo. Em três minutos, então, o goleiro deles havia praticado duas importantes defesas. Os gols foram saindo naturalmente: Vitor Hugo, após escanteio; Cristaldo, em boa trama do sistema ofensivo; Zé Roberto, com Dudu aproveitando uma pane da zaga adversária; Kelvin, no rebote da cobrança de pênalti; e, de novo Zé Roberto, de cabeça, em cruzamento de Egídio.

Mesmo com toda a facilidade do mundo para marcar, o Palmeiras ainda conseguiu sofrer uma pressão do Sampaio Corrêa. Foram duas bolas na trave e duas gigantescas defesas de Fernando Prass. Totalmente desnecessário!

No final, o saldo foi satisfatório. Há muito tempo não marcávamos tantos gols numa mesma partida. A questão é a repetição dos erros. As peças parecem desencaixadas, os setores ainda jogam muito espaçados, falta velocidade no início das jogadas e dinâmica na criação.

Ou Oswaldo encontra uma maneira de equilibrar essa equipe, ou vamos passar por grandes sustos nesse segundo semestre.

segunda-feira, 11 de maio de 2015

Que a estreia sirva de lição


A princípio, a estreia do Palmeiras no Campeonato Brasileiro de 2015 não poderia ter um panorama melhor. Vinha com moral, após bom desempenho no Paulistão - apesar do vice -, jogava sob seu domínio, com casa cheia, e contra um Atlético-MG completamente montado de suplentes e focado no Internacional. Os primeiros três pontos estavam desenhados!

Mas o que vimos em campo, palestrinos, foram alguns dos mesmos erros cometidos insistentemente nos primeiros meses do ano, que tanto foram maquiados pelo baixo nível técnico de nossos adversários estaduais. Fomos envolvidos por nossos próprios erros e por um nó tático aplicado em Oswaldo de Oliveira, que viveu noite para ser esquecida. No final, empate com gosto de alívio!

Foi decepcionante, eu sei. O jeito é extrair algumas lições para que esses erros não voltem a ser cometidos, pois, finalmente, temos à disposição um elenco capaz de brigar por algo nessa competição. Eis as que considero mais importantes:

Oswaldo de Oliveira
Que nosso técnico não é nenhum estrategista, todo mundo já sabe. Se estamos privados de qualquer grande inovação tática, então que pelo menos faça o simples, Oswaldinho. Os dois laterais não podem subir ao mesmo tempo, o miolo de zaga não pode ficar desprotegido (grande deficiência do treinador ao longo de sua carreira) e o meio precisa criar, inventar, surpreender, para que o ataque possa concluir.

Zé Roberto
Com mais de quatro décadas de vida, Zé Roberto não tem condições físicas de marcar, apoiar, cruzar, cobrar, finalizar, armar, respirar, suar e cuspir. Seu setor se tornou uma avenida! E se eu e você já percebemos isso, imagine os demais adversários... O jogo corre ali, nas costas do veterano. Oswaldo: joga ele pro meio ou segura de uma vez lá atrás. As duas funções ao mesmo tempo, sem chance.

Valdívia
Se a comissão técnica e diretoria acham que o chileno ainda tem algo a dar ao time, que renove o contrato. Caso contrário, que sentem e deem a resolução adequada ao problema. Precisamos de jogadores compromissados, por mais difícil que seja exigir isso de Valdívia...

Gabriel Jesus
Passada a euforia da torcida (lembram-se do "Gabrieeeeeeeel"?), o menino deixou sua condição divina (desculpem o trocadilho) para mostrar que possui as mesmas deficiências e dificuldades de qualquer jovem promissor. Não é um Neymar. Não é um Kaká. Não é um Oscar. É Gabriel Jesus, que pode vir a se tornar um ótimo jogador. Hoje, não é! E talvez demore algum tempo para ser. Isso, se realmente for... Vamos com calma, torcida.

Dudu
Sentiu a pressão, mas precisa de todo o apoio do mundo. Há jogadores que precisam de mais carinho e menos puxão de orelhas para render.

Não iniciemos uma caça às bruxas. É cedo para sentenciar jogadores, técnico e time. É necessário aproveitar o ocorrido para identificar os pontos fracos e sugerir melhorias. Precisamos de um zagueiro experiente, de um volante para fazer sombra a Arouca e Gabriel (lembram o caos de quando Pierre se lesionou em 2009?), um camisa 10 talentoso para o lugar de Valdívia e um centroavante nato, matador.

Que essa estreia sirva de lição. Apenas isso.

terça-feira, 5 de maio de 2015

Aprendendo na marra

Caro leitor,

Passada a ressaca da derrota para o Santos e a perda do título Paulista, peço licença à coletividade verde para dar a minha opinião acerca do quem, para mim, foi o principal personagem das finais: nosso camisa 7, Dudu.

Contratado a peso de ouro e considerado o grande ‘chapéu’ da janela de transferências de verão, Dudu ainda não conquistou plenamente a confiança da torcida do Palmeiras. Dotado de grande habilidade e técnica, o pequenino e esquentado jogador ainda precisa provar muito mais, não só para nós, mas também para o mundo do futebol.

Quando surgiu no Cruzeiro, Dudu já tinha a fama de ser problemático, além de bom de bola. Após passar pela Ucrânia e retornar ao Brasil atuando pelo Grêmio, ele despertou o interesse de grandes equipes, como Flamengo, Corinthians e São Paulo. Depois de muita falação e promessas, o jogador acabou desembarcando no Palmeiras, que entrou no negócio no apagar das luzes, no que Alexandre Mattos chamou de ‘recado’. Ao todo, o Verde vai pagar ao Dínamo de Kiev a bagatela de 5 milhões de Euros, sendo que três milhões já foram depositados de imediato.

Nesses meses em que está no Verde, Dudu fez boas partidas e se tornou peça-chave no esquema de Oswaldo. Assim como o resto da equipe, também oscilou em diversos momentos, mas, sabedor da qualidade do menino, nosso técnico o manteve e lhe deu a alcunha de grande jogador da equipe. Claro, na ausência de Cleiton Xavier e Valdivia.

A derrocada

Passados momentos bons e ruins, chegou a hora de Dudu mostrar a que veio: as finais do Paulista. Com um elenco mais homogêneo do que em outras temporadas, o Palmeiras conseguiu se ver livre da dependência de alguns jogadores, mas, isso não tira a responsabilidade dos grandes nomes em decidir os jogos a nosso favor. É o caso de Dudu.

Até então apagado na primeira final, o camisa 7 teve a grande oportunidade não só de nos garantir um enorme passo rumo ao título, como também de cavar um lugar no coração da torcida. O pênalti desperdiçado contra o Santos pode ser considerado o momento onde também desperdiçamos a chance de erguer a primeira taça deste novo trabalho. Mas, não parou por aí.

A derrocada veio na Vila Belmiro, com uma atuação pífia e descontrolada, que culminou em uma expulsão vergonhosa e uma agressão ainda pior no árbitro da contenda, Guilherme Ceretta de Lima, que relatou tudo em sua súmula. A punição por parte dos orgãos competentes a Dudu é eminente, só nos resta saber de quanto.

Hora de apoiar e ensinar

Espero, porém, que a punição fique somente no âmbito legal. Claro que as atitudes e incompetência de Dudu nos custaram o título, mas devo lembrar a todos de que se trata de um atleta de 23 anos, com mais cinco de contrato com o clube. Não é momento para crucificá-lo, e sim, apoiá-lo, como temos feito com este elenco desde o fim do ano passado.

Algumas pessoas aprendem da maneira mais fácil. Não parece ser o caso de Dudu. Esse, vai ter que ser na marra. Pessoas ao seu redor para esta tarefa, ele tem.

Avanti, Dudu!