terça-feira, 15 de abril de 2014

Brasileirão vem aí! Hora de reforçar.


Caro leitor,

Após as férias forçadas e a sensação de que dava pra ter ganhado esse Campeonato Paulista, brilhantemente vencido pelo Ituano, nosso algoz, o trabalho se intensifica para a nossa estreia no Campeonato Brasileiro, a principal competição que disputaremos em 2014.

Se analisarmos friamente as 20 equipes da Série A, não posso esconder que há uma chance boa de sucesso, mas, para pensarmos em título, precisamos reforçar o time pontualmente. O que eu consideraria um sucesso? Vaga direta na Libertadores.

Times superiores ao Palmeiras considero três: Cruzeiro, Atlético-MG e Santos. Equivalentes: Inter, Grêmio e Fluminense. No mais, acho que estamos acima por pouco ou bastante, dependendo do adversário. No cenário atual, uma vaga na Libertadores é bem possível, mas, não podemos nos contentar apenas com isso. Essa deve ser nossa realidade o campeonato todo, mas, dado o equilíbrio do Nacional, não custa sonhar com o caneco.

Os reforços precisam ser pontuais, mas de boa qualidade. Um lateral-direito, um zagueiro, um primeiro volante e um atacante, essas são as metas da diretoria para tornar o Palmeiras um time aspirante ao título. Nomes circulam pela mídia, como o paraguaio Moreira e o zagueiro Anderson Salles, mas, ainda nada concreto.

Para antes da Copa do Mundo o time deve ser o mesmo que jogou boa parte do Paulista.

Palestrino, o que você acha que o Palmeiras precisa fazer para ser campeão?

Façam suas apostas.

sexta-feira, 28 de março de 2014

Para ser campeão, vai ter que melhorar

Foto: Lancenet!

Caro leitor,

Embora feliz pela tranquila vitória de ontem sobre o Bragantino, por 2x0, tenho que analisar friamente o que aconteceu na noite de ontem para trazer um pouco de sobriedade à torcida e aos nossos leitores que, assim como eu, querem ver o Palmeiras campeão.

Não vamos tapar o sol com a peneira, o Santos está jogando o fino da bola, com um estilo de jogo altamente ofensivo, mas não é nenhum bicho-de-sete-cabeças. Temos totais condições de em, uma eventual final, ganharmos deles e levantarmos a taça, mas, para isso, muitas melhorias precisam ser feitas, sobreutudo no meio campo e na troca de algumas peças.

Ontem, contra o Bragantino, Valdívia recebeu marcação especial, aliada à alta força defensiva do time interiorano, que, amigos, bate demais. Bruno César, ainda fora da forma ideal, e Leandro, que parece ter desaprendido a jogar, estavam presos ao sistema de jogo do adversário e pouco se movimentavam. Por sorte (e competência), Bruno César acertou um belo chute e o goleiro Raffael Defendi cedeu escanteio. Na batida de Wesley o zagueiro falhou e Kardec estufou as redes do Braga. O gol, além de dar tranquilidade ao jogo, pelo menos do nosso lado, fez com que o adversário desse mais espaços no decorrer da partida.

O me irritou, pelo menos vendo ontem no Pacaembu, foi a falta de objetividade da equipe. Quando o Palmeiras resolveu impor mais velocidade nas trocas de passe, chegou com muita facilidade à meta de Defendi. O segundo gol nasceu de uma roubada de bola de Valdívia (!), que enfiou para Bruno César. No cruzamento, após falha bizarra da defesa do Braga, Kardec rolou para Wesley guardar. O jogo acabou ali. Depois disso, o Palmeiras até criou mais chances, mas estava satisfeito e se poupando fisicamente. Ainda teve tempo para uma confusão de Valdívia e algumas porradas, mas nada que mudasse o placar ou o panorama do jogo, que fora MUITO sossegado.

Domingo, contra o Ituano, a parada é mais dura ainda. Trata-se da melhor defesa da competição (apenas 10 gols sofridos), mas que já foi ultrapassada por nós na fase de classificação, nesse mesmo Pacaembu. Para evitar um possível “efeito Penapolense”, devemos entrar com força total nessa partida, já que as finais seriam só no fim de semana. Quarta, contra o Vilhena-RO, eu pouparia meio time.

Se quisermos ganhar esse título muita coisa precisa ser corrigida. O meio campo, apesar da volta de Wesley, ainda precisa de reparos. O primeiro volante, Marcelo Oliveira, não tem ALTO poder de marcação. Não está na sua posição. Perdemos em preenchimento de espaço, mas ganhamos em retomada e velocidade. Valdívia, agora pendurado, precisa dar uma esfriada na cabeça. Um cartão contra o Ituano pode nos atrapalhar demais para as finais, caso cheguemos.

Vejo, também, que chegou a hora de Kleina dar um chá de banco em Leandro. Potencial ele tem de sobra, até para jogar na Seleção Brasileira, mas hoje o que vemos é uma caricatura do que já foi. O artilheiro da temporada passada tem apenas 1 tento este ano. Se Diogo não estivesse, pra variar, lesionado, podem ter certeza que, ao menos, correndo mais o camisa 38 estaria.

Que venha o Ituano e que venham as semi-finais. Não há como negar o favoritismo, mas, se quisermos mesmo levantar essa taça, muito precisa ser melhorado. O que pesa a nosso favor é o peso da nossa camisa e a gama de bons jogadores que possuímos hoje. Vamos torcer e orar!

Avanti, Palestra!

quinta-feira, 27 de março de 2014

PRÉ JOGO: Palmeiras x Bragantino

Palmeiras x

Caro leitor,

Hoje começa o “mata” para o Palmeiras. Quer dizer, é o “mata ou morre”, que esse campeonato Paulista com regulamento esdrúxulo nos proporcionará nesta noite de quinta-feira, às 21h, no Pacaembu, que tende a receber um bom público, já que 23 mil ingressos foram vendidos antecipadamente. A tentação é grande: pensar numa eventual final contra o Santos é normal, mas, vamos com calma. Hoje é, “apenas”, quartas de final.

Devemos ter um time próximo do que Gilson Kleina considera como ideal. De desfalque, por assim dizer, teremos França, que está lesionado. Wesley e Marcelo Oliveira voltam ao time e a zaga será composta por Tiago Alves, ao invés do jovem Wellington. Diogo pode estar à disposição no banco.

O Bragantino é um dos times mais faltosos e violentos do campeonato. Joga fechado e em velocidade. Do jeito que Marcelo Veiga gosta. Se isso servir de parâmetro, ganhou com facilidade de SPFC e C*rinthians. Sendo assim, ainda mais por ser jogo único, devemos ter todo o cuidado. O Palmeiras é ofensivo, mas não pode se descuidar. A torcida será fundamental e os nervos do time precisam estar em dia (viu, Valdívia?).

Apesar de esconder o treino de ontem da imprensa, Gilson Kleina deve mandar um Palmeiras com Fernando Prass, Wendel, Lúcio, Tiago Alves e Juninho; Marcelo Oliveira, Wesley, Bruno César e Valdívia; Leandro e Alan Kardec.

A imprensa paulista está fervorosa e irritada com ausência dos seus prediletos, mas, o Palmeiras, mais uma vez, terá de demonstrar que não precisa deles. Se jogarmos com seriedade, vamos avançar hoje e, caso tudo dê certo, no domingo, também, contra o Ituano. Não é menosprezar o Bragantino, mas o Palmeiras tem a obrigação de ganhar. Não precisa dar show, apenas fazer o seu dever.

Que San Gennaro nos abençoe!

Avanti, Palestra!

segunda-feira, 10 de março de 2014

Vitória com gosto de grama

Palmeiras vence o Paulista no interior (Foto: Célio Messias/ LANCE!Press)

Foto: Célio Messias/LancePress!

Caro leitor,

Foi duro assistir a vitória do Palmeiras ontem, por 3x1, contra o pior time do Campeonato Paulista, o Paulista de Jundiaí. Não bastasse a ruindade do adversário, estávamos com um time lotado de reservas, desentrosado e, para completar, atuamos em um gramado horrendo, o que prejudicou demais as nossas ações. Isso tudo, porém, não nos impediu de sair de São José do Rio Preto com mais três pontos.

Não da pra fazer uma análise muito correta do jogo em função da péssima qualidade do campo, mas podemos ressaltar algumas atuações:

Vinícius – foi bem demais. Arriscou inúmeras investidas e foi o nosso jogador mais atuante, dando, inclusive, o passe para o gol de Miguel.

Eguren – Péssimo. Foi o seu pior jogo pelo Palmeiras. Espero estar enganado, mas, acho que ele não serve para jogar no nosso time.

Bruno César – Regular. Está melhorando físicamente, mas ainda está longe do ideal.

Miguel – Ele é ruim de doer, mas ontem foi importante táticamente. A fase do time é tão boa que ele guardou um, ontem.

William Matheus – Da mesma maneira que não podemos cravar a ruindade de alguns, não podemos elevar ninguém ao pedestal. O lateral foi bem, ontem. Fez um belo gol, mas ainda carece de mais análises, já que foi mal em outras oportunidades.

A estratégia de Gilson Kleina em poupar quase o time todo, com exceção a Fernando Prass e Eguren, foi, no meu modo de ver, acertada. Isso, porém, deve ser repetido em outras rodadas, para que cheguemos nas finais do Paulistão em condições técnicas e físicas ideais. Para falar a verdade, se eu fosse Kleina, colocaria time misto para enfrentar o Vilhena-RO, em Rondônia.

O jogo de ontem valeu para testarmos algumas peças e dar rotatividade ao elenco. A maioria desses jogadores não têm a menor condição de assumir a titularidade, exceção feita a Bruno César e, talvez, Patrick Vieira. Contudo, está claro que precisamos de mais alguns reforços para o Campeonato Brasileiro, principalmente um centro-avante, um volante de contensão e um zagueiro.

As fases decisivas estão chegando e Gilson Kleina, apesar da boa campanha, precisa ficar muito atento à queda de rendimento da equipe nos últimos jogos. Se tudo caminhar com normalidade, enfrentaremos o Santos na semi-final do Paulistão. Vai ser pedreira.

Avanti, Palestra!

sexta-feira, 7 de março de 2014

Primeira meta alcançada

Palmeiras derrota Lusa e se classifica no Paulistão (Foto: Eduardo Viana/LANCE!Press)

Foto: Eduardo Viana/ Lancenet.

Caro leitor,

O Palmeiras fez um bom jogo na noite de ontem. Mesmo com Fernando Prass sendo o melhor homem em campo, operando defesas incríveis no segundo tempo, não havia outro resultado possível senão a nossa vitória. O 1x0 em nada reflete o que foi a partida, principalmente o que vimos na primeira etapa, com inúmeras chances criadas pelo Verde e desperdiçadas na mesma proporção.

O gol de Juninho nos garantiu não somente a classificação amtecipada, como também a liderança do grupo D, já que atingimos os 29 pontos e Bragantino e Rio Claro estão com 19, faltando apenas três jogos e nove pontos em disputa. Aí o torcedor pensa: Vamos poupar o time. Não. Precisamos garantir, agora, a liderança no geral, a melhor campanha. E isso será definido, provavelmente, na última rodada, contra o Santos, nosso principal rival no torneio.

Tenho na cabeça uma imagem espetacular que aconteceu ontem logo após o gol. Há tempos, em qualquer time do futebol brasileiro, não vejo um elenco tão homogeneo técnica e psicológicamente. A união dos jogadores em volta de Gilson Kleina, sem exageros, foi comovente e motivadora. Claro que isso não nos garante nada, mas ajuda um bocado na busca pelo primeiro título do ano.

O reflexo da união entre jogadores e técnico pode ser vista dentro de campo. Apesar de ainda achar que Kleina não é o técnico ideal para o Palmeiras, vejo que o seu trabalho está sendo muito bem feito. Se não encantamos com muitos gols como o Santos faz, estamos em um patamar tático muito superior ao time praiano, e a qualquer outro neste campeonato. A equipe está muito ajeitada e as peças que entram sabem exatamente o que precisam fazer. Ainda precisamos de ajustes no elenco, mas a perspectiva é animadora para o restante da temporada.

Vi com bons olhos a entrada de Patrick Vieira no time. O garoto pode nos render muito se utilizado na posição de ontem, aberto pela direita. Eguren, ao que parece, adquiriu ritmo de jogo e melhora a cada partida. Ontem, foi muito bem, quase perfeito. Mendieta também está se adaptando, mas, volto a dizer, ele não pode ser o único meia dentro de campo. Tanto é, que passou a render muito mais com Bruno César ao seu lado. O camisa 30, por sua vez, pode e deve melhorar, sobretudo na questão física.

O setor que me preocupa mais é a zaga. Lúcio está muito bem, mas precisa de um companheiro de fato para complementar os seus serviços. Marcelo Oliveira é esforçado, mas em vários momentos deixa a desejar nessa posição. Seria melhor tê-lo como volante, mesmo. Victorino, defensor uruguaio que me agrada, ainda está longe de atuar. Isso também me preocupa.

Outro ponto interessante foi que não exibimos a famosa dependência de Valdívia. Mesmo sem o camisa 10, Alan Kardec e Vinícius, em uma noite um pouco infeliz, tiveram muitas oportunidades. de gol. Já Wesley, foi muito irregular, oscilando bons e maus momentos. É bom que a diretoria renove logo o seu contrato.

E, por fim, Juninho , que, por incrível que pareça, faz um bom campeonato. Tudo bem, é campeonato Paulista, mas quando for a hora de xingarmos, xingaremos. Por enquanto, é hora de elogiar. Está bem na defesa e no ataque, e fez um baita de um gol. Ah, e como falamos no começo do post, que partida de Fernando Prass. Podem me julgar, mas é o melhor goleiro brasileiro em atividade no momento. Não irá para a Copa, é verdade, mas se fosse, não seria nenhum absurdo.

A primeira meta da temporada foi alcançada, e com facilidade. Não espero a mesma facilidade daqui pra frente, muito menos o elenco, mas creio que estamos no caminho certo. O caminho das conquistas. Esse time vai dar certo, vai virar. É questão de tempo.

Avanti, Palestra!