domingo, 19 de julho de 2015

Para encostar e consolidar


Caro leitor,

O clássico de hoje contra o Santos, por si só, já reúne ares decisivos e importantes devido à rivalidade entre os clubes, umas das mais antigas e qualificadas do cenário nacional. Finalistas do Campeonato Paulista, hoje essas equipes vivem momentos diferentes, o que em nada diminui a dificuldade do confronto para o Palmeiras, que vive melhor momento.

Com a vitória do C*rinthians sobre o Atlético-MG, a parte de cima da tabela deu uma ligeira embolada. No caso de uma vitória do Palmeiras, alcançaríamos os 25 pontos, quatro a menos que os rivais acima citados. Sport x SPFC é outro jogo que nos interessa, assim como Fluminense x Vasco.

Para o jogo de hoje, acima de qualquer pensamento nos pontos e colocação no certame, é necessário que o Palmeiras leve seu adversário a sério. Mesmo à beira de uma crise terrível e na zona de rebaixamento, o Santos possui talentos individuais em seu elenco que podem desequilibrar o jogo. Estamos mais encorpados, é verdade, mas, todo cuidado é pouco.

A escalação que Marcelo Oliveira pretende colocar me agrada. Apesar da falta de um meia armador clássico, um meio campo com Gabriel, Arouca e Robinho dá a segurança e qualidade na saída de bola que precisamos. Um meio com Zé Roberto, ao menos logo de cara, me soaria temerário. Também considero correta a opção por Leandro Pereira. Apesar de sabermos que Barrios logo será titular, o "Banana" tem sido muito útil à equipe.

Logo mais o Allianz Parque, que deverá receber seu recorde de público, pode presenciar um dos melhores jogos do Campeonato. 

Vamos torcer!

sexta-feira, 10 de julho de 2015

Do inferno à gloria: o Efeito Cristaldo



Caro leitor,

O bom momento vivido pelo Palmeiras no Campeonato Brasileiro pode ser explicado por várias frentes, diversos fatores. O principal, talvez, seja a chegada de Marcelo Oliveira. Óbvio que em apenas cinco jogos não são percebidas muitas mudanças, mas algumas foram primordiais para que as quatro vitórias seguidas fossem alcançadas. Algo que, no certame nacional, não ocorre desde 2009.

A leitura da atual fase da equipe passa, a meu ver, por Cristaldo. Artilheiro do time na temporada com 12 gols (4 deles no Brasileirão), “Churry”, como é conhecido o camisa 9, representa a mudança de mentalidade e a evolução técnica desse elenco. Não há mais espaço para falhas. Quem quiser um lugar no time, vai ter que começar a render. Com muita humildade e carisma, Cristaldo deu a cara à tapa e mostra serviço sempre que exigido. Conquistou o treinador e, definitivamente, não sai mais do clube.

O argentino é um dos remanescentes do que, para mim, foi o pior time da história centenária do Palmeiras. O inferno vivido no ano passado serviu para que vissemos quem, de fato, reunia algumas condições para vestir essa camisa gloriosa. Cristaldo, em pouco tempo e sob enorme desconfiança, conquistou a exigente torcida e rapidamente ganhou a alcunha de xodó, consolidada esse ano com ainda mais gols e bons jogos.

O torcedor sabe que Cristaldo não é craque. Creio que até ele o saiba. Mas as limitações vem sendo superadas e acredito que o “efeito Cristaldo” foi “criado”, digamos assim. As chegadas de Alecsandro e, depois, Lucas Barrios, parecem ter sido um dos combustíveis para o crescimento desse jogador que, hoje, é unanimidade. Se não na técnica, mas na imagem e na raça que ele despeja dentro de campo. O rapaz tem estrela e uma equipe vencedora precisa de alguém assim.

Cristaldo é o retrato do torcedor do Palmeiras hoje, que vive a expectativa de um bom ano. Que ele, assim como nós, possa desfrutar de glórias após um 2014 infernal.

Avanti, Cristaldo!

segunda-feira, 8 de junho de 2015

Qual é o padrão?


Caro leitor,
Passadas seis rodadas e também seis meses de trabalho em 2015, a desconfiança em cima do elenco do Palmeiras e da comissão técnica atinge o seu auge. Todos sabemos que o Campeonato Brasileiro é equilibrado e complicado, mas, com os investimentos e momento vividos pelo clube, esperava-se mais. Sou defensor da continuidade do trabalho de Oswaldo e outros treinadores que foram demitidos precocemente. No entanto, começo a torcer o nariz em alguns momentos. Este time oscila demais, e nisso Oswaldo é o principal responsável.
Considero inadmissível perder para o Figueirense, que é muito bem treinado por nosso ex-zagueiro, Argel. O Palmeiras apresentou as mesmas falhas e virtudes de outras partidas, mas o desempenho técnico de alguns atletas assustou, e creio que no jogo de ontem foi primordial para a derrota. Aí vocês perguntam: onde está a culpa de Oswaldo nisso? Explico. Nosso treinador mexeu mal e tardiamente na equipe, sem falar na montagem dela. A teimosia de OO com alguns jogadores começa a me irritar.
Não saber como armar a equipe de acordo com o adversário é um ponto fraco de Oswaldo. Ontem, claramente, faltava um meio campo mais criativo, que pudesse se desvencilhar da marcação forte do Figueirense. Mesmo com mais posse de bola, faltou aproximação das linhas, o que pra mim é a nossa principal deficiência junto à falta de criatividade. Insistir com Rafael Marques, que NÃO centraliza como o esquema manda, é burrice. Mandar Cleiton Xavier em campo com mais da metade do Segundo tempo e com o time sem criação, é revoltante.
Não há padrão tático e de desempenho no Palmeiras. Atuar bem somente com as equipes que propõem o jogo não vai nos ajudar a alcançar o G4. Ainda acho que demitir Oswaldo seria errado, mas já começo a questionar algumas de suas atitudes. Isso, porém, não isenta alguns jogadores, os quais já coloco sob observação, casos de Fernando Prass, que falhou mais uma vez, e Arouca, que teve o seu pior jogo com a camisa do Palmeiras.
De bom, destaco Gabriel, que fez um belo gol e se mostra cada vez mais regular.
Que essa semana de treinos possa dar a esse time os ajustes necessários. Ainda há tempo.

sexta-feira, 5 de junho de 2015

Estamos com fome

Caro leitor,

Sinto-me confortável para comentar os jogos do Palmeiras neste atual Campeonato Brasileiro. Ao contrário da maioria da coletividade verde que nos lê e que acompanho nas redes sociais, não considero o técnico Oswaldo de Oliveira o principal culpado por esta oscilação estranha que assombra no nosso elenco. Passados cinco pelejas, somamos apenas seis pontos, com apenas uma vitória, fora de casa, diante do nosso combalido e falido rival. O desempenho em casa é pífio, como diria o outro.

No entanto, fica claro diante do resultado frente ao excelente Internacional, o qual considero favorito ao título, que falta fome aos atacantes do Palmeiras. Prova disso, é que os dois centro-avantes do elenco, Cristaldo e Leandro Pereira, ficaram no banco para que Rafael Marques, o RAFA, de Oswaldo, pudesse atuar como peça mais avançada do seu 4-2-3-1. Não é preciso ser nenhum gênio da bola para saber que esse esquema de jogo só funciona com um bom atacante de referência.

Ontem, porém, oportunidades não faltaram ao Palmeiras. O volume de jogo contra o mistão do Inter foi de encher os olhos. Dudu e Kelvin, mesmo errando muito, dão outra dinâmica à equipe, que teve Zé Roberto e Arouca como principais articuladores. Outro ponto interessante foi a dupla de zaga, muito segura, com Jackson e Vitor Hugo, que fez o seu quinto gol na temporada. O tento marcado por Rafael Moura, bem sem querer, é verdade, serve para mostrar que se não liquidarmos os adversários, vamos sofrer. Esta é a lei do futebol. Este é o futebol brasileiro. Equilibrado até o limite do aceitável.

A torcida, mais uma vez, fez a sua parte. Os mais de 36 mil palestrinos foram ao Allianz Parque famintos, e assim saíram de lá. Talvez seja isso o que falte aos nossos atacantes. Com a chegada de Alecsandro, espero eu, tomara que venham seus gols e seu apetite.

quarta-feira, 13 de maio de 2015

Do vexame à redenção em 45 minutos


Tenho que confessar, palestrinos: temi pelo pior na noite de ontem. Os primeiros 45 minutos foram de dar medo! É inadmissível que uma equipe da grandeza do Palmeiras, que tem elenco para brigar na parte de cima do Brasileirão, encontre tamanha dificuldade para enfrentar o inexpressível Sampaio Corrêa, mero coadjuvante da Série B. Sejamos sinceros, a goleada de 5x1 não reflete o que vimos.

Oswaldo de Oliveira vive sua pior semana desde que chegou. Após a série de lambanças no confronto contra o Atlético-MG, novamente postou mal a equipe alviverde. A entrada de um volante marcador, no caso Amaral, permitiu que o time maranhense bloqueasse nossa saída e concentrasse o jogo nas duas primeiras faixas do campo. Novamente, pediu que os dois laterais atacassem ao mesmo tempo, deixando uma avenida à disposição do infernal Pimentinha, pela nossa esquerda, e de Raí, no lado oposto.

Inclusive, foi nas costas do nosso lateral-esquerdo que outro gol foi construído. Pimentinha botou Vitor Hugo e Egídio para correr, depois sambar, até encontrar a cabeça de Diones, que se antecipou tranquilamente a Wellington para abrir o marcador. Outra falha contabilizada no currículo do zagueiro, que só tem panca de bom jogador, mas é horrendo!

Até então, a equipe vinha razoavelmente bem. Depois do gol sofrido, desmoronou tática, técnica e psicologicamente. O Palmeiras virou um catado em campo. Só que, pra nossa sorte, o fim do primeiro tempo logo chegou e sob uma chuva de vaias vindas das arquibancadas. Nada mais justo.

Com uma simples mudança - a entrada de um articulador, Robinho - a equipe era outra já no primeiro minuto do segundo tempo. Em três minutos, então, o goleiro deles havia praticado duas importantes defesas. Os gols foram saindo naturalmente: Vitor Hugo, após escanteio; Cristaldo, em boa trama do sistema ofensivo; Zé Roberto, com Dudu aproveitando uma pane da zaga adversária; Kelvin, no rebote da cobrança de pênalti; e, de novo Zé Roberto, de cabeça, em cruzamento de Egídio.

Mesmo com toda a facilidade do mundo para marcar, o Palmeiras ainda conseguiu sofrer uma pressão do Sampaio Corrêa. Foram duas bolas na trave e duas gigantescas defesas de Fernando Prass. Totalmente desnecessário!

No final, o saldo foi satisfatório. Há muito tempo não marcávamos tantos gols numa mesma partida. A questão é a repetição dos erros. As peças parecem desencaixadas, os setores ainda jogam muito espaçados, falta velocidade no início das jogadas e dinâmica na criação.

Ou Oswaldo encontra uma maneira de equilibrar essa equipe, ou vamos passar por grandes sustos nesse segundo semestre.